"Não são mulheres apenas em março, nem pretas só em novembro"

Esta afirmação lapidar, expressa pela jornalista baiana Rita Batista, num programa radiofônico na cidade de Salvador, esta semana, calou fundo na minha consciência, neste mês de celebrações sobre as mulheres , em verdade a frase é um alerta importante para que não nos bastemos com os lugares simbólicos da luta contra as discriminações, sejam elas de que modo for. claro que celebrar o 8 de março é importantíssimo, do mesmo modo que celebrar o 20 de novembro - dia nacional da consciência negra. Mas, precisamos bem mais que isto. Os estudos, as pesquisas, as estatísticas e tudo o mais que fizermos para identificação do grau de discriminação, exclusão e/ou violência das quais as mulheres são vitimas cotidianamente no mundo inteiro, exigem que seu enfrentamento ocorra também no dia a dia e não apenas em momentos convenientemente reservados pela mídia para tratamento especial. E no casos das mulheres negras, temos que ter um olhar mais do que especial - afinal elas foram as vitimas m...