Encontro Moviafro de Mulheres Negras 2025 - 9ª Edição
No mês de julho, a cidade de Feira de Santana foi palco de um importante momento de fortalecimento político e cultural das lutas antirracistas e feministas. O 9º Encontro Moviafro de Mulheres Negras reafirmou o compromisso da Associação Cultural, Social, Educacional, Recreativa, Desportiva e Beneficente Moviafro com a valorização das mulheres negras e suas histórias de resistência. Com o tema "O Aquilombamento como Ato de Resistência das Mulheres Negras na (Re)construção do Bem Viver", o evento reuniu militantes, lideranças comunitárias, representantes do poder público e a comunidade local em uma jornada de reflexões, partilhas e celebrações.
O evento contou com a presença da secretária de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia, Ângela Guimarães, da Secretária de Políticas para Mulheres Neuza Cadore e da Diretora da Fundação Cultural do Estado da Bahia, Sara Prado, que reforçaram a importância do apoio institucional às iniciativas dos movimentos negros, sobretudo aquelas que colocam as mulheres no centro da construção de um futuro mais justo e igualitário.
O evento também foi marcado por uma homenagem especial à Juciara Alves, referência na luta por direitos humanos, ancestralidade e dignidade para o povo negro. Reconhecida por sua atuação em defesa das comunidades tradicionais de matriz africana, a Makota Sanguluisa representa a força espiritual e política que orienta as práticas de aquilombamento contemporâneo.
Durante o encontro, foram entregues à Medalha Rainha Tereza de Benguela - em alusão à histórica liderança quilombola - e o Certificado de Reconhecimento Mulheres Negras em Movimento a diversas mulheres que têm se destacado por sua atuação em áreas como cultura, educação, saúde, política e direitos humanos. As homenagens reforçam a importância de dar visibilidade às trajetórias que, muitas vezes, resistem à invisibilidade imposta pelo racismo estrutural. A programação do encontro incluiu rodas de conversa, apresentações culturais, feira de empreendedoras negras e momentos de espiritualidade, num verdadeiro exercício coletivo de afeto, resistência e reconstrução de laços ancestrais.









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